Tive a oportunidade de participar de um workshop em Amsterdã com o fotógrafo holandês Leo Divendal. Fomos em um grupo de 15 brasileiros fotógrafos de São Paulo, junto com nosso orientador e realizador desse workshop, o também fotógrafo Marcelo Greco. Essas fotos, feitas por lá, registram momentos especiais dessa viagem que eu recomendo.
01. Andar de bicicleta

Ía com minha bike alugada para a faculdade Gerrit Rietveld Academie, onde aconteciam os encontros. Como todos nós sabemos a cidade é infestada de bicicletas, todas são lindas e fiz questão de pegar uma autêntica. Eles possuem todo tipo de acessório para qualquer situação enquanto pedalam. É realmente fora do comum a facilidade que se tem de pedalar em Amsterdã para todo lado.
02. Garimpar fotos

O workshop foi também uma espécie de intercâmbio entre 15 brasileiros e 15 estrangeiros, tivemos de nos conhecer e trabalhar juntos. Logo no início dos encontros fomos a um lugar fantástico que queria deixar a dica aqui. Um dos professores da faculdade de lá possui um espaço onde ele exibe toda sua coleção de fotos antigas, abrangendo todos os temas e períodos. São fotografias de anônimos fotógrafos amadores, um galpão cheio de gavetas e caixas entupidas de fotos de todos os tamanhos. Está tudo a venda, é possível achar coisas por preços acessíveis. Pedi temas como cachorros e carros, ele possuía uma caixa de cada, fiquei louco. O lugar fica fora da cidade, mas é bem perto de trem. A viagem é curta e agradável, fica no Haarlem e chama-se ICM.
03. Observar coisas inusitadas pelo caminho

Fomos visitar o Eye Museum, um museu novo de arquitetura exuberante. Tivemos de atravessar o rio em cima de uma balsa onde se entra com bicicletas também, e é free. No caminho, passamos por um barco hotel. Vale a pena fazer o trajeto, do outro lado morava uma menina do meu grupo em pequenos containers, uma galera bem moderna.
04. Descobrir lugares para fotografar

Existem uns espaços abandonados, perfeitos para fotografar. O negócio começou a pegar e tivemos de correr com os trabalhos desse workshop, não foi fácil e não tive tempo de fazer mais nada. Mas, como não conhecia a cidade, já havia programado mais de uma semana depois do encerramento do workshop só para passear.
05. Olhar vitrines

06. Comprar coisas bacanas

Comprei numa loja que é uma hospedaria de uns rapazes, Sean and Paul, é a TrueLove – Antiek & Guesthouse. É mais brechó, mas as peças são praticamente novas, comprei uma camisa e uma gravata borboleta 1950’s.
07. Passear pelo Bairro Vermelho

08. Reparar nas belezas pelo caminho

09. Passear pelos canais de Amsterdã

10. Tomar cerveja nos vários pubs

Adorei comer sanduíche de peixe nos pubs. Mas não caia no óbvio, ao invés de salmão peça o Mackerel. Muito bom, são tipo carrinhos de cachorro quente, mas só de peixe.
11. Emocionar-se

Em um dos últimos dias lembrei de um grande músico que teve uma história em Amsterdã: Chet Baker, que morreu lá ao cair do hotel onde estava. Bom, quem me conhece já imaginou eu atrás desse edifício. E fui, um ponto turístico, o hotel Prins Hendrik. O hotelzinho, de 3 estrelas, fica pertinho da estação central. Consegui até entrar no quarto do Chet, lá tem um quadro com uma fotografia sua, mas nada demais. Até você entrar no bar do hotel e ser atendido no balcão por um “Prins” de respeito. Conversei com ele em inglês e tomei altos chopps ainda pela manhã. O bar é lindo, bem antigo, todo de madeira, mas fiquei mais impressionado com o sistema de limpeza dos copos, chique.
Márcio Távora é fotógrafo e mora em São Paulo
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